FLASHES DE UM PASSADO PRESENTE: A FOTOGRAFIA E A MEMÓRIA DAS DITADURAS MILITARES BRASILEIRA E ARGENTINA NA PROSA LITERÁRIA DO SÉCULO XXI
| dc.contributor.author | de Oliveira e Silva Lemos, Marcela | |
| dc.date.accessioned | 2024-12-04T16:08:44Z | |
| dc.date.available | 2024-12-04T16:08:44Z | |
| dc.date.issued | 2024-08 | |
| dc.description | Thesis (Ph.D.) - Indiana University, Department of Spanish and Portuguese, 2024 | |
| dc.description.abstract | Nesta tese, investigo a écfrase enquanto recurso de inserção de fotografias em narrativas brasileiras e argentinas sobre o legado das ditaduras militares sul-americanas publicadas após 2011—em um contexto de crescentes disputas memoriais e polarização política—e classificadas como literatura de memória e/ou pós-memória. Baseando-me em um referencial teórico e crítico sobre fotografia, (pós-)memória, filosofia da história, intermidialidade e desconstrução, dirijo a um corpus literário composto por obras de Micheliny Verunschk, Marcia Tiburi, Claudia Lage, Paloma Vidal, Julián Fuks e Mariana Enriquez as questões: (1) que funções têm as fotografias ecfrásticas em cada obra? (2) Como essas funções corroboram ou retificam o papel atribuído à foto na popular estrutura de transmissão de memórias conhecida como pós-memória? (3) Que efeitos têm as fotografias ecfrásticas na leitura das narrativas em nível estrutural e diegético? (4) Considerando esses efeitos, que extrapolações se permitem sobre a relação entre a literatura e a memória de forma a contribuir para o entendimento da literatura de memória? Proponho inicialmente que, no corpus, a écfrase transpõe para o texto literário a instabilidade ontológica da fotografia e seu potencial vestigial e espectral. Pressuponho também a necessidade de se considerarem as especificidades do contexto sul-americano na utilização da pós-memória como enquadramento de produtos culturais sobre as ditaduras, bem como as dificuldades de se projetarem expectativas éticas atuais sobre essa literatura. O estudo do corpus confirma esse pressuposto e convida à reformulação da hipótese inicial. Ao revelar a estrutura fotográfica das narrativas brasileiras e argentinas e a utilização da écfrase nessas narrativas como figuração de processos de resistência, deslocamento e arruinamento da representação, a análise evidencia que os momentos ecfrásticos e as fotos (d)escritas simbolizam, ou ainda, ressaltam que aquela instabilidade ontológica e aquele potencial vestigial e espectral já habitam tanto a fotografia quanto a escrita. Ao formular o papel das fotos ecfrásticas e refletir sobre suas implicações para a literatura de memória, esta tese reforça a noção de que uma estrutura de transmissão de memórias em produtos culturais da América do Sul se caracterizaria como antilogocêntrica e dispersa na esfera pública em vez de restrita à privada e familiar. | |
| dc.identifier.uri | https://hdl.handle.net/2022/30323 | |
| dc.language.iso | es | |
| dc.publisher | [Bloomington, Ind.] : Indiana University | |
| dc.subject | Dictatorship | |
| dc.subject | Ekphrasis | |
| dc.subject | Memory literature | |
| dc.subject | Postmemory literature | |
| dc.subject | South America | |
| dc.title | FLASHES DE UM PASSADO PRESENTE: A FOTOGRAFIA E A MEMÓRIA DAS DITADURAS MILITARES BRASILEIRA E ARGENTINA NA PROSA LITERÁRIA DO SÉCULO XXI | |
| dc.type | Doctoral Dissertation |
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